quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tema Livre

Copiei, o título. Somente. Foi a única coisa que li, e comecei a escrever. Na época da ditadura o problema era outro. Era vontade de se expressar e falta de oportunidades. (Quer castanha? To comendo). Aqui, agora, canais não faltam. São blogs, sites, e-mails, listas de discussão. Quer dar sua opinião em uma revista ou jornal, vá em frente, a coisa funciona.

E aí nos condicionamos a escrever sobre temas pré-definidos. E falar sobre "qualquer coisa" parece mais dificil. Falar sobre o que? O cotidiano? Memórias? A primeira coisa que vem a cabeça? Filosofar? Filosofar é legal, em tempo de informação online 24hs por dia na velocidade da luz, fica bem na foto voce pesquisar umas frases filosóficas e fazer pose de intelectual. Intelectualóide como diria uma amiga. Alias, sendo mais realista, é o tipo de coisa que não é de agora. Porém a diferença é que o cara que antes decorava uma frase para "soltar" em uma festa, agora pode calmamente escolher o que dizer antes de mandar um e-mail com o objetivo de parecer mais culto do que é.

Teoricamente esse parágrafo deveria ser a continuidade do anterior. Por que? (Junto ou separado? Com acento ou sem acento?) Mais uma convenção (demorei pra lembrar essa palavra. minha memória está cada vez mais curta. Alguem já escreveu um texto todo entre parenteses ? Hum, boa idéia. De repente crio um novo estilo. O parenteismo. Anote ai, 31/10/2007 Eduardo Cruz cria o parenteismo. Estilo literário no qual o texto é todo escrito entre parenteses trazendo para onde era reservado para um texto secundário, a mensagem principal. Com isso, refletindo uma visao social de inversao de valores onde os excluidos passam a ter mais voz atraves dos novos canais tecnologicos de informacao(e se pra complementar eu usar o parenteses do parenteses?(como fica a volta do raciocínio nesse novo formato?)será que fica confuso?) porém, essa nova proposta enqnto transformação cultural, social e linguística só deverá ser resgatada por futuros historiadores de e-mails em um futuro proximo(ou seria longínquo?)))

E continuo com sono, mas pelo menos a fome eu matei com castanhas, adoro.

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